5.9.05
Perdi a vontade de falar tudo que estava falando. Bobagens. Remédios, minha desconfiança em relação a médicos e uma lógica idiota que me faz imaginar como seria tudo se eu tivesse morrido naquela vez que os remédios resolveram salvar minha vida, se eu tivesse feito o que pretendia fazer e me atirar na frente de um caminhão qualquer em alta velocidade na rodovia, porque era lógico - a lógica, outra vez - morrer por causa de um caminhão, já que foi um caminhão que havia dado início a todo o processo. Ou talvez eu devesse ter morrido com o Eric e o pouparia da fama de mártir como se eu fosse alguém muito cruel e tivesse alguma culpa na história toda.
Mas a escrita agora não diz nada, porque eu estou completamente dopado e numa tranquilidade insuportável. Ouvindo a mesma música over and over again o que me deixa ligeiramente atordoado mas dessa vez não me importo. Eu e a música, só eu e a música e aí sim eu estou sozinho. Eu e Monk. Às vezes - muitas vezes - um pianista tocando calado é a melhor companhia.
Meus pensamentos me traem. A lógica me trái. E agora pensei em um comentário infâme e vou mudar de assunto. Não estou achando a menor graça.
Mas a escrita agora não diz nada, porque eu estou completamente dopado e numa tranquilidade insuportável. Ouvindo a mesma música over and over again o que me deixa ligeiramente atordoado mas dessa vez não me importo. Eu e a música, só eu e a música e aí sim eu estou sozinho. Eu e Monk. Às vezes - muitas vezes - um pianista tocando calado é a melhor companhia.
Meus pensamentos me traem. A lógica me trái. E agora pensei em um comentário infâme e vou mudar de assunto. Não estou achando a menor graça.
