29.8.05
Mais um capítulo da novela. E tem que ser assim, uma vez por semana, porque todo mundo sabe que você só precisa assistir um capítulo a cada duas semanas pra saber tudo o que está acontecendo, quem está com quem e quem brigou com quem e que o ceguinho sofreu um acidente de carro (isso foi há um mês, não foi? Acho que estou atrasado).
Escrevo porque sempre me pareceu lógico transformar alguns pensamentos incertos em palavras pseudo-precisas. Ou tentar, quando me vêm as forças que nem sempre tenho.
Continuo em casa como vou continuar, agora com minhas coisas tranferidas para o quarto-escritório e as coisas da Paula transferidas para o quarto dela, cada um no seu canto, roomates com filhos em comum. Ah, que é pras coisas parecerem bem simples, quando nem mesmo o fato da gente se dar bem, e bem demais, nem mesmo isso, é tão simples quanto devia ser. Porque agora é como se não houvessem obrigações, um casal de amigos com uma paixão platônica e impossível.
Talvez seja até saudável, toda a situação, a quase-compreensão da Marcela e os sorrisos do Júlio. Rotina reestabelecida, almoço ao meio-dia e meio, sair com o Indy às seis e meia e deixar a Marcela domar o pequeno cachorro-elefantinho pelas ruas quando ela não está muito entretida com suas amigas que moram na casa do lado, e fazer jantar às oito enquanto a Paula prepara a comida do nosso pequeno, aquele único momento no dia em que não, não tem outra escolha e a gente está no mesmo lugar ao mesmo tempo, lutando com alguma coisa invisível que fica pairando, cupido decepcionado.
E eu brigo comigo como se fosse culpa minha tudo isso e como se tivesse alguma coisa pra ser feita, pra mudar tudo, pra voltar no tempo, mas toda essa idéia de voltar no tempo me assusta de um jeito meio irracional, como se eu, sabendo dos acontecimentos futuros, fosse estragar tudo que eu tenho de bom sem consertar o que aconteceu de ruim, e acho que isso é uma influência desses filmes de sessão da tarde.
Escrevo porque sempre me pareceu lógico transformar alguns pensamentos incertos em palavras pseudo-precisas. Ou tentar, quando me vêm as forças que nem sempre tenho.
Continuo em casa como vou continuar, agora com minhas coisas tranferidas para o quarto-escritório e as coisas da Paula transferidas para o quarto dela, cada um no seu canto, roomates com filhos em comum. Ah, que é pras coisas parecerem bem simples, quando nem mesmo o fato da gente se dar bem, e bem demais, nem mesmo isso, é tão simples quanto devia ser. Porque agora é como se não houvessem obrigações, um casal de amigos com uma paixão platônica e impossível.
Talvez seja até saudável, toda a situação, a quase-compreensão da Marcela e os sorrisos do Júlio. Rotina reestabelecida, almoço ao meio-dia e meio, sair com o Indy às seis e meia e deixar a Marcela domar o pequeno cachorro-elefantinho pelas ruas quando ela não está muito entretida com suas amigas que moram na casa do lado, e fazer jantar às oito enquanto a Paula prepara a comida do nosso pequeno, aquele único momento no dia em que não, não tem outra escolha e a gente está no mesmo lugar ao mesmo tempo, lutando com alguma coisa invisível que fica pairando, cupido decepcionado.
E eu brigo comigo como se fosse culpa minha tudo isso e como se tivesse alguma coisa pra ser feita, pra mudar tudo, pra voltar no tempo, mas toda essa idéia de voltar no tempo me assusta de um jeito meio irracional, como se eu, sabendo dos acontecimentos futuros, fosse estragar tudo que eu tenho de bom sem consertar o que aconteceu de ruim, e acho que isso é uma influência desses filmes de sessão da tarde.
